Por quê o BenchMarking é importante para o Employer Branding?

Na semana passada recebi uma pergunta curiosa aqui no #Linkedin. Me perguntaram se eu não tinha “ressalvas” de fazer #BenchMarking com outras empresas para falar sobre #EmployerBranding.

O questionador me disse “você conhece muito sobre EB, não vai estar educando o mercado para abrir concorrência utilizando a prática de benchmarking?” e “o que você ganha ouvindo outros profissionais e empresas falarem sobre um tema que você provavelmente conhece tanto quanto ou mais do que eles? Não é perda de tempo?”

Se por um lado eu me senti lisonjeada por ser vista como ativista do tema de Employer Branding (#EmployerBrandingLovers), por outro me preocupei em ter outras pessoas no mercado tentando “guardar segredos” sobre um tema que todo mundo precisa e deveria saber, então, pensei bastante sobre isso e respondi:

1. Benchmarking vem da palavra de origem inglesa ‘benchmark’, que significa ‘referência’. A ideia do benckmarking é ver o que o mercado está fazendo e oxigenar as ideias. Trocar experiências é fundamental para fazer com que o #EmployerBranding seja visto e valorizado em um mercado ainda imaturo para um tema de tanta importância.

Segundo pesquisa recente, o mercado ainda vê esse tema em estágios primários no Brasil. Os respondentes da pesquisa, que são profissionais de Recursos Humanos e Marketing, assumem que suas empresas estão em estágios iniciais de Employer Branding ou mesmo não possuem nenhuma iniciativa de EB ainda.

Quem verdadeiramente trabalha com Employer Branding sabe a dificuldade que é implementar uma área com esse foco, porque as empresas não sabem o que esperar de resultados – por isso não estão dispostas a investir – ou não encontram profissionais qualificados – ou não sabem buscá-los – que trabalhem com seriedade estratégica o tema.

A mesma pesquisa mostra que as empresas até falam de Employer Branding, dizem que têm áreas de EB exclusivas, mas quase nenhuma afirma ter orçamento específico para o tema.

A falta de investimento no Employer Branding só mostra a inconsistência entre discurso e prática, sinal visível de um mercado ainda despreparado para o assunto.

O Employer Branding virou moda, todo mundo coloca EB no cargo no Linkedin e sai por aí falando que sabe o que faz, mas na hora de investir no tema ou apresentar os resultados dele, ocorre uma debandada.

Se o tema é estratégico, TEM QUE TER INVESTIMENTO. Se não tem investimento em Employer Branding, equipe dedicada e focada no assunto, você e sua empresa estão querendo fazer EB “só para inglês ver”, como diria minha mãe.

Através do benchmarking ganhamos base argumentativa para discutir o curso de novos investimentos no futuro, podemos ver empresas – mesmo que poucas – evoluindo seriamente nessa área e ficará cada dia um pouco mais fácil convencer lideranças e empresas – mesmo que seja com os resultados positivos alheios – a fazerem o investimento em Employer Branding que, como qualquer construção de marca, não dá resultados imediatistas. PARA FAZER EMPLOYER BRANDING SÃO NECESSÁRIOS INVESTIMENTOS, PROFISSIONAIS DEDICADOS E CAPACITADOS PARA O TEMA E TEMPO PARA MATURIDADE DOS RESULTADOS.

2. BenchMarking não é concorrência, não é cópia. É oxigenação de ideias, é compartilhamento. E quando falamos de Employer Branding, falamos de ESTRATÉGIA. Não tem receita pronta, fórmula mágica, “os 10 passos para você realizar Employer Branding na sua empresa”. Se você procura por isso ou estão pedindo que você procure por soluções milagrosas, corra para as colinas, fuja que é “cilada Bino”. Employer Branding se aprende na prática, testando, errando, ajustando a rota o tempo todo e fazendo a criação da estratégia focada nos objetivos do negócio, por isso não há perdas no benchmarking de EB.

Nenhuma empresa vai vir conversar comigo sobre o tema e levar de brinde uma estratégia pronta. O que funciona em EB para a minha realidade com toda a certeza é diferente do que vai funcionar para a realidade do meu vizinho, mas a troca é importante para evoluir nossas próprias estratégias por meio de insights, identificar mudanças, melhorias, tendências, e depois refletir sobre tudo o que foi compartilhado e verificar se é possível e como aplicar à estratégia de EB com foco nos resultados do negócio.

Se as empresas não trocarem boas práticas sobre Employer Branding ficaremos todos sempre no mesmo estágio de imaturidade. É isso que você quer para você e sua empresa?

3. E por último e não menos importante: TODOS GANHAM QUANDO TODOS GANHAM. As pessoas que me chamam para BenchMarking conhecem os conceitos básicos de EB, embora eu reconheça que há pouca informação sobre o tema, e hoje todo mundo pode procurar no Google, mas é na prática que a gente aprende.

O benchmarking educa o mercado e empurra o tema do Employer Branding em direção à adoção de melhores práticas e processos. E eu posso dizer que, mesmo trabalhando há 10 anos com Employer Branding, eu aprendo alguma coisa em TODAS essas trocas e eu não abro mão de tê-las, porque no final do dia, “It´s all about people. It´s all about experience.”

#EmployerBranding #EVP #MarcaEmpregadora #GestãoDeMarcaEmpregadora #EmployerBrandingBrazil #EmployerBrandingLovers Fonte da pesquisa citada no texto: Perspectivas para o Employer Branding em 2019

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