A Era da experiência – Sua empresa está preparada para essa atualização do Employer Branding?

O conceito de Employer Branding como conhecemos hoje surgiu em 1990 quando Simon Barrow, chairmain da People in Business, utilizou em uma conferência a expressão Employer Branding.

Essa primeira fase de conhecimento da terminologia e eu costumo chamar de a “Era da marca empregadora”. Foi nesse primeiro estágio que as empresas começaram a se dar conta da diferença entre a marca comercial e a marca empregadora e necessidade de desenvolver essa última de maneira estratégica, pois perceberam que o poder tinha mudado de mãos. Se antes a oferta de emprego e todas as condições envolvidas nessa relação trabalhista estava nas mãos das empresas, foi após os anos 90, com taxas maiores de empregabilidade, que os profissionais passaram a escolher as empresas para as quais queriam trabalhar, passando a considerar não apenas o salário como peça fundamental dessa escolha, mas também quesitos como oportunidades de carreira, benefícios, ambiente, recomendações de outros funcionários, entre outros. Foi na mesma época que surgiu a expressão “guerra de talentos”, que tornou-se comum aos RHs para denominar a disputa das empresas pelos candidatos mais talentosos do mercado. Diante dessa inversão de ventos, as empresas tiveram a necessidade de trabalhar de forma mais estratégica para a atração de candidatos qualificados e o Marketing passou não apenas a ser incluído no processo, como tornou-se aliado definitivo de Recursos Humanos nesse cenário.

Com o casamento entre Marketing e Recursos Humanos, começaram a surgir de maneira mais forte e agressiva as campanhas para atração de candidatos e o termo EVP – Employer Value Proposition ou Proposta de Valor do Empregador, que nada mais é do que o conjunto de qualidades às quais a empresa deseja ser associada como empregadora, passa a ser usado como base e alavanca para as campanhas de marketing de atração de candidatos, tornando-as mais verdadeiras e consistentes com a realidade de trabalho nas empresas.

Quem trabalha efetivamente no mercado de Employer Branding, já percebeu que, com a aproximação da maturação dos conceitos e aplicações do mesmo, já é chegada a “Era da jornada do colaborador” ou a “Era da experiência”. Nessa nova fase a Gestão de Marca Empregadora passa então a ser vista como fundamentalmente estratégica e diretamente relacionada com as metas de negócios de uma empresa. Se antes o foco do Employer Branding era na atração de talentos prioritariamente, hoje é muito mais abrangente e a Gestão de Marca Empregadora passa a ampliar seu escopo, focando na experiência do candidato e do colaborador, perpassando por toda a jornada do empregado, da atração à separação.

Já existe forte o movimento de entender o Employer Branding como organizador geral do processo de experiência, não apenas na atração de candidatos, mas principalmente na retenção de colaboradores. O mecanismo de Gestão de Marca Empregadora funciona tanto para fora, quanto para dentro da empresa e é a engrenagem que faz isso acontecer é a EXPERIÊNCIA.

O conceito já bastante falado no mercado de Client Experience passou também a ser adaptado para o ambiente interno, surgindo então o Employee Experience. Não basta atrair o melhor candidato, mas é fundamental manter a boa experiência dele no processo seletivo e na rotina da empresa.

Não é mais aceitável ter uma quebra de experiências entre o que é “vendido” para um candidato no processo de atração e a realidade empresarial no dia a dia. A experiência precisa ser conexa, equilibrada e continuada, de fora para dentro e de dentro para fora, o tempo todo. E nesse processo, a comunicação tem um papel essencial, utilizando o EVP como liga para o cenário externo e interno.

Como outras revoluções que a sociedade e o mundo corporativo vivenciaram, a Era da Experiência está intimamente ligada à transformação digital e à forma como as tecnologias foram inseridas nas relações e, diante desse cenário, no qual o colaborador é cada dia mais conectado, ávido por informações em tempo real, demanda canais de comunicação ativos e plataformas que permitam que todos sua própria voz, sendo bidirecional, criando realmente valor e gerando conexão emocional. Com essa atualização no perfil do funcionário, torna-se essencial que a comunicação interna e o olhar geral do Employer Branding, como guardião desse processo de experiência, sejam aliados e trabalhem juntos para garantir uma experiência uniforme de candidatos e colaboradores.

Na Era da Experiência não é somente necessário encantar o cliente, mas torna-se necessário encantar o funcionário. Já é hora das empresas levarem em consideração que Employer Branding é tudo sobre pessoas e tudo sobre experiências. (It´s all about people. It´s all about experience. – Suzie Clavery).

E quais as experiências que a sua empresa está proporcionando aos colaboradores?

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