É Employer Branding que fala, né?

Foi só na semana passada que eu me dei conta que já tenho uma trajetória profissional com foco em Employer Branding há mais de 10 anos e, por incrível que pareça, esse assunto está ganhando proporções e destaque somente agora.

Depois de tantos anos inserida nesse contexto de marketing para atração e retenção de talentos, trabalhando com o conceito de marca empregadora, foi que eu me dei conta de que aquilo que era tão familiar e muitas vezes até intuitivo para mim, ainda é uma grande novidade para boa parte do mercado.

E não é porque eu sou melhor o que ninguém não, mas simplesmente porque eu agarrei as oportunidades que me surgiram nessa área de atuação com esforço e dedicação, buscando aprender todos os dias e eu fui dominada pela emoção que é transformar uma marca apaixonante para outras pessoas. Hoje é isso que me move: conectar empresas incríveis à profissionais talentosos, ajudando pessoas a serem felizes em suas carreiras e companhias a terem mais efetividade em seus negócios com os talentos certos.

Diferente de trabalhar uma marca apaixonante para consumo, trabalhar uma marca apaixonante pelo viés de marca empregadora, ao menos para mim, tem um peso significativo. Isso porque, uma marca que conquista uma pessoa ao ponto de fazê-la trabalhar com ela, porque marca e colaborador tem um propósito em comum, é valioso. É muito mais do que comprar um produto de uma marca e usá-lo no dia dia a dia. Trabalhar com uma marca é uma conexão de vida. No meio desse relacionamento pessoas crescem profissionalmente, chegam, se despedem, têm filhos, netos, se casam, se separam, terminam os estudos, mudam de cidade, de país, de condomínio, conquistam a casa própria, fazem mochilão nas férias, se aposentam e tantas milhares de outras coisas. A marca com a qual trabalhamos faz parte da nossa vida, permeia a nossa rotina e todos os nossos relacionamentos, em todos os sentidos, nos mínimos detalhes. Trabalhar marca empregadora é direta e indiretamente, afetar a vida de um ser humano, em todos os seus viés. É apaixonante e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade enorme.

Hoje Employer Branding é terminologia da moda. Todo mundo do mundo de Recursos Humanos fala, muita gente de Marketing e Comunicação interna e externa coloca no patamar de jargão, mas poucos profissionais mesmo podem falar com propriedade e vivência sobre marca empregadora, porque a verdade é que a prática é bem diferente da teoria.

Pouquíssimas pessoas do mercado sabem das alegrias e dos dissabores dessa relação de proximidade de marca e colaborador. Pouquíssimas empresas têm áreas de Employer Branding, times completos dedicados a cuidar da marca empregadora. E essa não é uma questão de tamanho de empresas e quantidade de funcionários, mas sim e prioridade, de sustentação a médio e longo prazo.

O que vejo hoje são times de Recursos Humanos pegando carona na modinha do Employer Branding, mas sem saber com precisão do que se trata, geralmente colocando alguém do time para ser um “tapa buraco” nessa função de cuidar da marca empregadora, de maneira amadora, como se esse assunto não fosse estratégico e pilar fundamental de sustentação de qualquer corporação. Ou então vejo equipes de Comunicação Interna e Marketing, que atendem Recursos Humanos como um cliente interno, se proporem a desenvolver marca empregadora só olhando de cima, com a superficialidade de quem não está no dia a dia da pressão para recrutar novos talentos ou manter engajado os colaboradores.

Participei de um evento sobre Employer Branding na semana passada e logo na entrada eu me peguei ouvindo a conversa alheia. Juro que não foi proposital, mas ouvi o diálogo:

Moça 1: O RH me mandou aqui.

Moça 2: Na minha empresa o diretor voltou de uma viagem dos Estados Unidos e lá na matriz eles só falam em Employer Branding. Ele falou que a gente precisa pegar essa onda aqui no Brasil também.

E esse foi só um exemplo do público diverso, curioso, mas completamente perdido sobre o assunto que eu puder ver no evento. E o mesmo aconteceu em um curso (raridade!) que fiz sobre o tema ou nos contatos que tenho com diversas empresas que estão tentando entender como trabalhar o tema.

Foi juntando diálogos como esses e experiências dos últimos anos que eu me dei conta do quanto o mercado ainda está imaturo, perdido e disfarçadamente assustado quando falamos sobre Employer Branding, tentando surfar na onda sem nem saber que prancha usar, nem como surfar, nem por que surfar, se é que sabem ao menos em que praia estão. Então foi assim que eu decidi escrever sobre o tema aqui.

Quer saber mais sobre o tema de Employer Branding? Vamos juntos! Acompanhe os posts aqui no meu perfil, pois a ideia é falar de Employer Branding na prática.

It´s all about people. It´s all about Experience. Yeaaaahhhhh!

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