A cultura como impulsionadora da estratégia de Employer Branding

“A cultura devora a estratégia no café da manhã”. A famosa frase de Peter Druck, o “Papa” do Marketing se aplica totalmente ao Employer Branding. Não apenas pelo fato da essência do Employer Branding ser o Marketing, seja no recrutamento ou na retenção dos colaboradores, mas pelo fato do poder da cultura ser fortíssimo. 

Em uma organização, cultura não é apenas representada pela missão, visão e valores que estão adesivados nas paredes, mas prioritariamente pelos comportamentos e atitudes praticados por seus líderes e seus colaboradores no dia a dia. É aquilo que está tão dentro de nós tomamos certas atitudes, temos certos rituais e maneiras de pensar que nem percebemos, apenas temos e/ou agimos. Cultura é algo intrínseco e impossível de ser ignorado quando se pensa em criar uma estratégia de sucesso de marca empregadora.

Implementar Employer Branding sem levar em conta a cultura é um suicídio. É morrer com algo antes mesmo de ter começado, uma morte anunciada.

Por outro lado, apoiar sua estratégia de Employer Branding valorizando sua cultura só traz benefícios: 66% dos candidatos se informam da cultura e dos valores da empresa antes de se candidatar a uma oportunidade, segundo o Talent Clue. Ou seja, a cultura transmitida corretamente através da estratégia de Employer Branding constrói uma marca empregadora mais forte e alinhada com a realidade, atraindo e retendo colaboradores que se identifiquem com ela. 

Uma cultura, para ser verdadeira, precisa ser vivida, sentida e transmitida. E a gestão da marca empregadora deve usar isso como fundamento para tornar-se uma empresa desejável e única. 

 A cultura não é o mesmo que Employer Branding, mas uma cultura forte gera comprometimento e um ambiente propício a desenvolver a estratégia de marca empregadora e reconhecer os EVPs (Employer Value Proposition ou Proposta de Valor do Empregador) de maneira eficaz, transparente e verdadeira.

O EVP identifica e extrai da cultura as promessas de valor que os funcionários consideram reais, tangíveis e que são os atributos que faz com que eles permaneçam na empresa e a entendam como um bom local para trabalhar. 

O EVP extraído de uma cultura forte é usado internamente para fortalecer as promessas de entrega da empresa perante os funcionários e externamente para engajar futuros colaboradores que se sintam conectados com essas promessas.

 A construção de marca empregadora não é acontece da porta pra fora sem antes acontecer da porta pra dentro.

Dica boa: Se você ou sua empresa ainda acham que Cultura e EVP são a mesma coisa, essas são algumas perguntas que te ajudam a identificar o que a cultura não responde e o EVP sim: 

 1. Por quê as pessoas escolheram a sua empresa para trabalhar?

 2. O que tornado trabalho na sua empresa único?

 3. Por quê um colaborador decide sair da sua empresa?

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